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[Foto: Rafael Pavarotti]

Depois de um hiato de quase dez anos sem lançar um disco inédito, a Madonna decidiu que era hora de retornar ao estúdio com o Stuart Price e dar à luz um novo Confessions on a Dance Floor. Diferentemente do original, o LP que saiu no começo do mês está carregado de nostalgia e melancolia e revisita a trajetória da rainha-mãe do pop. O senso de urgência e o desapego ao passado que permeavam o álbum de 2005 deram lugar a uma imersão em diferentes períodos da vida e da carreira dela e à exaltação da pista de dança como lugar seguro para quem deseja e até necessita se refugiar da realidade. Autoindulgente e autorreferente, Confessions II tem seus erros e acertos. Tirando o dueto com a própria filha em "The Test", as colaborações são um ponto alto desse projeto. Aliás, "My Sins Are My Savior" é, sem a mais mínima dúvida, a melhor faixa de todas e remete à fase sadomasô da Ms. Ciccone. "Bring Your Love", claro, e "Bizarre" não ficam muito atrás. "School" também tem seu valor. Já os pontos negativos são o excesso de distorções vocais e declamações em algumas músicas e as canções que não ornam com as demais. "Fragile", "Betrayal" e "L.E.S. Girl" seriam ideais para a triha sonora da cinebiografia que acabou engavetada. Um detalhe que caracteriza e distingue COADF2 é deixar a impressão de ter sido concebido para embalar videozinhos de redes sociais. Basta escutar certos versos de "Danceteria" ou "Love Sensation" pra perceber que foram escritos com tal propósito. Gostei do disco? Bastante. Era o que esperava? Não exatamente.

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